Como Ganhar Dinheiro com Sua Paixão: 3 Estratégias de um Autor Best-Seller do New York Times

Como Ganhar Dinheiro com Sua Paixão: 3 Estratégias de um Autor Best-Seller do New York Times

Como ganhar dinheiro com sua paixãoRyan North é programador de computadores, humorista e autor best-seller do New York Times.

Ele escreve quadrinhos para a Marvel, possui uma rede de publicidade e realizou algumas das mais bem-sucedidas campanhas do Kickstarter de todos os tempos.

Ele é um empreendedor DIY que conseguiu transformar sua paixão em negócio.

Descubra o segredo dele para administrar tantos projetos ao mesmo tempo e saiba como ele transformou todos esses projetos em um negócio de sucesso.

Neste breve episódio do TGIM, você irá...

  • Conhecer uma das formas mais inteligentes de dar más notícias aos clientes.
  • Ouvir os prós e contras de trabalhar em múltiplos projetos simultâneos.
  • Descobrir como é possível possuir uma renda estável sem um emprego estável.
  • Como ganhar dinheiro com a sua paixão

Confira a entrevista completa abaixo:

 

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Transcrição:

Ou seja, as vantagens óbvias é que você estará fazendo coisas diferentes. Você estará ganhando dinheiro com atividades diferentes, o que significa que uma delas pode dar completamente errado, e isso não será o fim do mundo.

O motivo pelo qual acabei fazendo tudo isso simultaneamente é porque os quadrinhos Dinosaur não preenchiam meu tempo. Eu começava a criar os quadrinhos Dinosaur, mas levava apenas algumas horas para escrevê-los. Normalmente, eu acabava ao meio-dia, depois passava mais uma hora respondendo e-mails, ou algo assim. Então, às 13h ou 14h, estava finalizado. Não sei se você já ficou desempregado ou manteve um subemprego, mas, muitas pessoas, na primeira semana, dizem: “Beleza. Tempo livre. Viva. Carnaval”. Então, depois desse período, elas falam: “Meu Deus, estou desperdiçando minha vida. Ficar sentado aqui sem fazer nada está me matando”.

Eu não conseguia ficar parado sem fazer nada por mais de 2 semanas. Comecei a ficar maluco, e foi aí que o Project Wonderful apareceu – e foi então que todos esses outros projetos surgiram: possuindo tempo livre, mas não querendo possuir tempo livre. Desejando fazer algo divertido. Estou em um ponto no qual me lembro do tempo livre com tristeza. Lembro-me de que parecia algo divertido.

O outro ponto negativo é que aquela ideia de tirar férias parece algo esquisito, pois sinto que a noção de férias funciona com alguém que possua um único emprego do qual queira tirar umas férias. No meu caso, com todos os projetos que faço, nenhum deles dá uma sensação de trabalho. Com eles, parece que estou trapaceando, de alguma forma, e sendo pago para fazer algo que eu na verdade gosto. A vantagem, eu acho, é que você nunca está entediado, e outra vantagem é que você consegue fazer muitas coisas bacanas. Por exemplo, eu pude editar uma antologia e escrevo quadrinhos de super-heróis, além de administrar uma plataforma de publicidade e fazer mais um monte de coisas interessantes que não seriam possíveis se eu estivesse realizando apenas um desses trabalhos.

Meu segredo, desde os quadrinhos Dinosaur, é que você não deve tratar seus leitores como se fossem visualizações para as redes de publicidade ou como se fossem cliques e exibições. Você deve tratá-los como seus amigos, pois eles optaram por ler seus quadrinhos, e existem literalmente milhares de quadrinhos por aí.

Eles escolheram ler os seus quadrinhos. Você deve tratá-los bem. Inicialmente, eram apenas vendas de mercadorias. Eu fazia camisas, pois isso me ajudava. E, mais recentemente, sites como o Patreon, voltado a micropatrocínios, onde você pode dizer algo como: “Oi, sou o Ryan. Vou me comprometer com um dólar por mês”.

Um aspecto excelente de algo com o Patreon é que ele proporciona uma renda confiável. Você pode confiar que terá essa quantia de dinheiro do Patreon mensalmente. Com as vendas de mercadorias, talvez o design não funcione tanto, porque as pessoas possuem camisetas suficientes e não precisam de outras. Portanto, é um pouco imprevisível.

Nós pedimos US$ 20 mil e obtivemos US$ 580, o que é bastante dinheiro para um livro – ele foi o projeto editorial mais patrocinado do Kickstarter na época. Desde então, ele foi ultrapassado, mas fomos os primeiros na época, o que foi muito animador. O negócio do Kickstarter é que, se você tiver 15.000 apoiadores, pode começar a ficar preocupado e dizer que agora possui 15.000 pequenos chefes, ou pode pensar que agora possui 15.000 colegas de equipe. Sempre pensei pelo lado dos colegas, o que nos ajudou muito, creio eu.

Houve um caso em que, como parte do pacote de recompensas, havia uma caveira York em tamanho real – para que você pudesse segurá-la e contemplar sua própria mortalidade. Devido a um pedido baseado em uma planilha, nós as encomendamos abaixo da quantidade certa. Acho que teríamos 400 caveiras a menos, o que significava que algumas pessoas receberiam o produto no prazo, enquanto que outras pessoas não receberiam. Parecia bastante injusto.

A resposta não foi dizer: “Pessoal, arruinamos tudo, desculpem-nos”. Ao invés disso, fomos a um fabricante, Squishable, que produz diversos artigos fofinhos, e dissemos: “Vocês possuem alguma coisa pequena sobrando que nós possamos comprar, algo que esteja à mão e que pudéssemos adquirir agora mesmo?” Eles nos entregaram pequenas raposas, corujas e outros animais fofinhos. Atualizamos a mensagem desta forma: “Olá, nós fizemos besteira. Sinceridade. Encomendamos poucas caveiras. Estamos sem 400 delas. Teremos mais algumas. Haverá um atraso na entrega dos produtos em uns 6 meses. Se vocês quiserem, enviaremos bichinhos adoráveis agora mesmo”.

As reclamações que recebi dessa atualização não foram do tipo: “Como você pode ser tão burro, Ryan?” Elas foram assim: “Cara, eu queria esse bichinho bonitinho, mas as vagas já foram preenchidas em meia hora. Estou tão frustrado” O que era ótimo. As pessoas estavam muito felizes.

Novamente tudo se resume a... Tenho certeza de que todos tivemos experiências ruins no Kickstarter. Você tenta tratar as pessoas da forma como gostaria de ser tratado.

Eu certamente... O custo para encomendar aqueles animaizinhos fofinhos... Eu certamente pagaria para que todos ficassem felizes, ao invés de deixar as pessoas irritadas porque suas encomendas chegarão atrasadas, mas elas receberam esse bônus imediatamente. Trata-se de fazer o bem às pessoas.

Notas do programa:

 

Sobre o TGIM: o TGIM é um podcast voltado às pessoas que não veem a hora da semana começar. Em cada episódio, nós traremos histórias inspiradoras de empreendedores que superaram obstáculos, construíram empresas incríveis e agora estão vivendo a vida que sonhavam.

Sobre o autor

Jordan Simas é escritor do Shopify, maluco por banquetes de sushi e apaixonado por efeitos sonoros de sintetizadores.

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