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7 etapas para criar um logotipo inesquecível

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Tente lembrar do pior logotipo que você já viu na vida.

Consegue se lembrar de algum? Caso não consiga, não precisa se preocupar.

Isso acontece por um motivo: logotipos bons, criativos e interessantes sobrevivem; os ruins, não.

É por isso que a criação de logotipos é um processo tão diferente da criação de outros materiais que compõem a identidade visual de uma marca: banners, anúncios e posts nas redes sociais possuem particularidades e requisitos específicos de design, mas nenhum tem como objetivo primeiro o do logotipo: ser imediatamente associado à marca.

Na verdade, alguns dos melhores logotipos já criados são também os mais simples, como o ícone da Nike ou os arcos dourados do McDonald’s. Ted Kaye, da Associação Vexilológica da América do Norte, afirma que as bandeiras devem ter designs tão descomplicados que uma criança pequena seja capaz de desenhá-las só de memória. O mesmo, podemos dizer, vale para os logotipos.

É claro que o seu logo não é a sua marca: uma marca leva muito mais tempo e demanda muito mais esforço para ser construída. Contudo, o logotipo é criado para atuar como a “imagem” da sua marca: uma identificação visual instantânea da loja. Uma vez criado e aprovado, o logo estará presente no site, nos produtos, no material de marketing, nos e-mails da loja e em qualquer outro espaço de comunicação e interação da marca.

É por isso que você precisa ter um logo; e um que não seja só mais um peixinho no oceano, mas que de fato possa se destacar e atrair atenção para a sua loja. E é possível criar um bom logo mesmo com um pequeno orçamento.

Neste guia, vamos mostrar como criar um logotipo do zero: como escolher o melhor tom e o formato ideal, como contratar um designer profissional e muito mais.

Para que serve um logotipo?

Um bom logotipo ajuda a ampliar o alcance da sua marca e permite que você possa se conectar com um número ainda maior de clientes em potencial.

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Qualquer manobra basta para deixar o logo da Shopify bem visível ao andar nesse skate

Além disso, o logotipo simboliza a personalidade e a identidade da marca para o público geral. Na mente dos clientes, o logo é a sua marca: um é indissociável do outro.

É uma associação poderosa e, a seguir, listamos alguns motivos para isso:

  • Pessoas aprendem melhor com pistas visuais: se você quer comunicar algo importante da sua marca para os clientes, faça isso com imagens e não com palavras. Uma imagem, dizem, vale mais do que mil palavras – e, nesse caso, o ditado realmente é verdade.
  • A existência do logotipo permite a criação de novos produtos da marca: é sempre bom poder contar com um mimo ou uma lembrancinha da marca para poder distribuir em eventos, feiras e bazares. Com um logo em mãos, você pode criar camisetas, canecas, canetas e outros itens personalizados para distribuir entre clientes em potencial e garantir que eles se lembrem da marca quando chegar a hora da compra.
  • O logotipo funciona como uma base visual para a criação de um projeto de design gráfico: estabelecer uma identidade consistente é crucial para o sucesso de uma marca. O logotipo, portanto, pode funcionar como a base para todo o projeto gráfico da loja, e isso inclui elementos como site, material publicitário e muito mais.
  • Um elemento para se destacar da concorrência: em alguns casos, símbolos e ícones acabam sendo associados com alguns setores específicos (é só pensar nas centenas de lojas e empresas do ramo de saúde que utilizam uma variante do símbolo da cruz vermelha em seus logos). Se o seu nicho ou setor já é bastante concorrido, vale a pena pensar em um logo que possa realmente se destacar.

Quando consideramos as vantagens e os benefícios que a criação de um logotipo pode trazer, não é difícil entender os motivos que nos levaram a dizer, ali em cima, que você precisa ter um logo. Além disso, não ter um logotipo pode acabar criando uma identidade negativa para a sua loja, fazendo com que você pareça pouco profissional.

Na próxima seção, vamos mostrar como criar um logotipo do zero. Para ilustrar o processo, vamos trabalhar com um exemplo próprio: a LawnPure. 

Como criar um logotipo do zero

Illustration of three characters holding various letter 'I's" all in a different style and font, as a metaphor for how to design a logo. Type is one of the considerations.

Qualquer que seja o caminho escolhido para criar um logotipo (afinal, você pode optar por fazer tudo por conta própria, contratar um designer ou usar uma ferramenta para criar logo on-line), você obrigatoriamente terá que passar pelas sete etapas abaixo:

1. Desenvolver uma identidade para a marca

“Identidade da marca” é um termo guarda-chuva, usado comumente para tratar dos elementos visuais que compõem uma marca: cores, logotipo, template e por aí vai. Esses elementos visuais são também os responsáveis para construir o lado público da sua marca e o modo como ela é percebida pelos clientes.

Antes de começar a criar designs para o seu logotipo, é essencial que você tenha ao menos uma ideia mais geral do tipo de identidade de marca que deseja criar.

Para começar, tente responder as três perguntas abaixo:

  • Por que você abriu este negócio?
  • Quais são os valores que regem a sua empresa ou loja?
  • O que diferencia a sua loja ou empresa da concorrência?

Os aspectos mais relevantes da sua marca (aquilo que faz ela ser tão importante para você e aquilo que é potencialmente mais interessante para os clientes) estão dentro das respostas para essas perguntas. Antes de começar a rascunhar logotipos, antes de escolher as cores e antes de definir o projeto estético, você precisa se perguntar quem é você, empreendedor (e que loja é essa que você criou).

Não se sinta pressionado a gerar respostas imediatamente: essas perguntas exigem um tempo de reflexão, pois precisam de respostas completas. A ideia é que essas respostas possam ajudar você a criar um logotipo capaz de traduzir a sua marca em uma imagem.

Para mostrar como esse processo deve funcionar na prática, trabalhamos com designers da Shopify na criação de um logotipo para a fictícia LawnPure: uma loja especializada em produtos orgânicos com base cítrica para jardinagem (“lawn” significa “gramado” em inglês).

A primeira coisa que fizemos foi estabelecer um mapa mental, no qual determinamos os valores que definiriam a nossa marca.

O mapa mental nada mais é do que uma técnica de brainstorming: a partir de uma ideia central (no nosso caso, a marca), você monta um diagrama com ideias, conceitos e palavras-chave que ajudam a definir e otimizar o centro. O grande barato do mapa mental é que ele pode ser construído por uma única pessoa ou mesmo por uma equipe inteira. Além disso, é uma excelente ferramenta para realocar ideias e objetivos e até mesmo estabelecer novas metas. Dentro do mundo empresarial, o mapa mental pode ser um espaço importante para definir a identidade da marca.

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Nosso mapa mental

Foi só depois de termos criado o mapa mental que começamos a desenvolver uma ideia mais concreta de como a marca deveria funcionar. Com o diagrama completo, começamos a elaborar as respostas para as perguntas abaixo:

Por que decidimos abrir esse negócio?

Nós decidimos criar a LawnPure porque queríamos garantir que os nossos filhos e bichinhos de estimação pudessem brincar em um jardim que fosse livre de pesticidas e elementos artificiais – elementos que, atualmente, estão presentes em quase todos os produtos de jardinagem disponíveis no mercado. Como não conseguimos encontrar uma solução já disponível, decidimos criar um novo produto que pudesse solucionar o nosso problema.

Quais são os valores que regem a nossa marca?

A LawnPure prioriza métodos éticos, seguros e ecologicamente sustentáveis para o controle de insetos e para a manutenção de jardins. Por isso mesmo, acreditamos que parte da solução é o desenvolvimento ético e sustentável de produtos livres de elementos tóxicos. Também acreditamos que, como humanos, precisamos preservar o nosso planeta para as gerações futuras.

Por que somos diferentes da concorrência?

O mercado de produtos para jardinagem é controlado por empresas e marcas gananciosas, que preferem disseminar práticas perigosas e simplesmente não se importam com a criação de produtos ecologicamente sustentáveis.

O alarmante número de casos judiciais contra essas empresas é prova de que elas se importam mais com o lucro do que com a saúde e o bem-estar de seus clientes.

O grande diferencial da LawnPure, portanto, é a vontade de mudar esse cenário. Contamos com um time de pesquisadores e cientistas comprometidos a criar produtos saudáveis, sustentáveis e eficientes.

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Foto de Ryan Bruce para o Burst

Esta etapa foi crucial para o estabelecimento da marca: mesmo sem um logotipo estabelecido, nós já tínhamos uma ideia mais clara dos tipos de valores e ideais que caracterizariam a loja. 

2. Buscar inspiração no design de outras lojas

Dar o primeiro passo é sempre a parte mais difícil de qualquer processo criativo. Mas, se a sua mente estiver pipocando de ideias, pior ainda!

A chamada paralisia por análise acontece quando temos muitas ideias e, em vez de tomar uma decisão, ficamos empacados analisando as opções.

Para evitar esse cenário, a melhor coisa a fazer é pensar no processo criativo não como uma folha em branco, mas sim como um quebra-cabeças: o seu logo ideal já está guardadinho na sua cabeça. É só uma questão de juntar as peças para poder encontrá-lo.

Outra coisa que pode auxiliar no processo é aprender a “falar a língua” dos logotipos: entender como eles funcionam, de que forma eles representam as marcas e onde eles são exibidos. Para isso, é essencial que você dedique algum tempo a uma pesquisa especializada na internet. Sempre que encontrar um bom logotipo, tente listar os motivos que, na sua opinião, fazem ele ser um bom logo.

Não sabe por onde começar a pesquisar? Nós compilamos uma lista de sites e plataformas que podem te ajudar:

  • Logoed: o Logoed conta com uma incrível coleção de logotipos e, além de ser periodicamente atualizado com novidades, possui uma navegação extremamente simples;
  • Logospire: o Logospire é uma coleção de logotipos enviados por usuários de todos os cantos do mundo, excelente para quem está procurando inspiração;
  • Brand New: o Brand New é um blog que registra os novos designs de marcas famosas;
  • LogoLounge: assim como o Logospire, o LogoLounge é alimentado com trabalhos de designers e outros usuários;
  • Logo Design Love: o blog Logo Design Love é gerenciado pelo designer gráfico David Airey e exibe logotipos dos mais variados nichos.

Se você preferir, também pode realizar uma busca pelas redes sociais, usando como base algumas hashtags específicas para encontrar o tipo de arte que você está buscando.

Dada a natureza altamente visual do Instagram, a plataforma é um dos melhores canais para isso. Tente buscar por hashtags como #logo, #logodesigns, #logodesigner, #graphicdesign, #graphicdesigner.

3. Escolher cores compatíveis com a marca

Illustration of two characters playing with oversized paint swatches to reflect the idea of choosing the right colour for your logo. As cores são extremamente importantes para o processo de geração de estímulo visual: além de impactarem diretamente o humor das pessoas, elas também têm um papel central na tomada de decisões.

A paleta de cores escolhida para o logotipo vai determinar as cores que serão utilizadas no site, no feed das redes sociais, nos e-mails de marketing e em qualquer outro espaço no qual um cliente em potencial possa interagir com a marca. Embora não exista algo como “a melhor cor” para ser utilizada, é bom lembrar que cada uma delas passa uma ideia diferente.

Vejamos, então, a psicologia por trás de algumas das cores mais utilizadas:

Marrom: um dos principais tons terrenos, o marrom costuma ser associado a ingredientes naturais, itens fabricados de maneira caseira e produtos frescos. O marrom também é utilizado com sucesso em marcas que vendem produtos de prática esportiva, pois é uma cor que transmite a ideia de aventuras e experiências ao ar livre.


A marca A tal da castanha, por exemplo, usa o marrom em todas as suas embalagens e em alguns espaços do site para confirmar a ideia de uma marca dedicada a alimentos saudáveis e naturais.

Laranja: o laranja é uma cor bastante utilizada para transmitir a ideia de calor, energia e paixão. Além de ser um tom presente em cenários paradisíacos, também invoca a ideia do verão, especialmente se utilizada em conjunto com tons de azul e verde. 


A Água doce, marca de roupas de banho, usa o laranja no logotipo e em outros espaços do site.

Amarelo: além de ser o irmão de alta saturação da cor laranja, o amarelo é especialmente útil para transmitir imagens e sensações de felicidade, calor e otimismo. Só não se esqueça de utilizá-lo com parcimônia: em excesso, ele pode passar a ideia de uma marca muito exagerada.


A Lola Cosmetics, por exemplo, usa o amarelo em alguns espaços específicos do site.

Verde: o verde tem duas personalidades bem diferentes. Por um lado, ele pode representar florestas, soluções ecologicamente sustentáveis e uma sensação de calma e equilíbrio; por outro, pode simbolizar o dinheiro, a ganância e o mal-estar.


A Eleven Chimps usa o verde como uma forma de simbolizar a pegada natural praticada pela marca. 

Rosa: mais suave do que as outras cores até agora discutidas, o rosa já foi visto tanto como um símbolo do masculino como também do feminino. Apesar dessa dicotomia, o rosa ainda hoje transmite ideias de romance, amor, conforto e docilidade. 


A Zissou apostou na ideia do conforto e incluiu o rosa em diversos pontos cruciais do site e dos produtos.

Vermelho: ousado e inesquecível, o vermelho é uma cor para quem quer se destacar da multidão; não à toa, portanto, é uma cor relevante para o branding de uma marca. Assim como acontece com a cor rosa, o vermelho também evoca ideias de romance e paixão; contudo, se o rosa é gentil e carinhoso, o vermelho é impetuoso e carnal. 

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KKW Beauty, celebrada marcada de cosméticos da Kim Kardashian, faz amplo uso do vermelho em campanhas de publicidade.

Roxo: amada por uns e odiada por outros, a cor roxa é misteriosa e tem um magnetismo quase mágico. Uma vez que tinturas roxas eram historicamente raras e muito caras, não é de se espantar que a cor tenha sido associada com riqueza, excesso, misticismo e mágica.


O Nubank usa o roxo como forma de destacar a singularidade dos recursos e serviços que oferece.

Azul: além de ser a cor do céu, o azul transmite ideias de confiança, paz e tranquilidade. Antes de utilizar a cor na sua marca, no entanto, é bom tomar cuidado: ela não combina bem com alimentos e outros produtos de consumo, pois não abre o apetite.


A Submarino faz um bom uso da cor no site da loja, ampliando a sensação de calma e segurança.

Preto, cinza e branco: às vezes, a melhor opção é não usar cor nenhuma. Tons de branco, preto e cinza são excelentes para evocar ideias de elegância, simplicidade, clareza e equilíbrio.


A Urban Flowers faz um bom uso dessa paleta de cores.

Como utilizar múltiplas cores ao mesmo tempo

A grande maioria dos logotipos é monocromática, pois é mais simples coordenar e unificar a identidade visual da marca quando a cor a ser utilizada é uma só. Além disso, é mais fácil alterar a cor do logotipo para comemorar uma ocasião especial ou em datas comemorativas. 

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O logotipo da FedEx, por exemplo, é tradicionalmente exibido em azul e laranja, mas alguns departamentos da empresa utilizam o logotipo em outras combinações de cores.

Quanto mais simples for o design do logotipo, melhor: designs muito complexos não auxiliam no processo de memorização e podem fazer com que a marca seja facilmente esquecida pelos clientes. 

Como criar uma mistura de cores para um logotipo?

Se você optar por criar um logo multicolorido, é importante escolher com cuidado as cores que serão utilizadas. Ainda que a teoria das cores seja um tema especialmente complexo, na hora de criar o seu logo você pode fazer uso de ferramentas on-line como essas abaixo:

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  • Paletton: no Paletton, é possível criar esquemas de cor de forma simples e intuitiva.
  • Coolors: o Coolors permite gerar combinações de cores, salvar o tom escolhido em uma paleta e ajustar cores já estabelecidas para atingir o tom desejado. Outro recurso bem legal é a possibilidade de gerar paletas de cor a partir de imagens e fotografias.
  • Colormind: este site é especialmente útil para designers gráficos e web designers, pois possui uma ferramenta exclusiva para ajudar a estabelecer o tom desejado com base em combinações feitas na hora.
  • ColorSpace: ideal para desenvolvedores, o ColorSpace gera automaticamente um código CSS para que você possa incluir a paleta de cores no site.
  • Gerador de paletas de cor do Canva: a ferramenta do Canva permite gerar esquemas de cor de forma manual ou a partir de imagens e fotografias. Outro recurso impressionante é a possibilidade de buscar paletas de cor via palavras-chave.

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Durante o processo de criação da nossa marca, decidimos que a base para o logotipo da LawnPure (uma marca natural e orgânica) seria a cor verde. Além de carregar a ideia de uma iniciativa ecologicamente sustentável, o verde também lembra os gramados dos jardins, o que fazia dele a cor perfeita para nós.

Na hora de criarmos a nossa paleta de cores, tentamos primeiro recriar o tom de verde encontrado em um jardim saudável e bem-cuidado. Pode até parecer uma decisão lógica, ao menos em teoria. O problema é que a forma como percebemos as cores na vida real não funciona quando temos um computador como intermediário: variações de luz, distância e uma série de outros fatores podem acabar afetando a nossa percepção visual da imagem, criando diversos tons onde antes enxergávamos apenas um.

logo-color-palette-grassDiversos tons de verde podem existir em uma mesma imagem. Fotografia: Scott Webb para o Burst.

Já pode ir se preparando para gastar algumas boas horas experimentando diferentes tons até encontrar a cor ideal. O espectro de cores é tão variado que mesmo alterações milimétricas em aspectos como brilho e saturação podem acabar modificando completamente a ideia que você quer passar.


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Abaixo, alguns dos testes que fizemos com a cor verde. Dá para ver como até mesmo pequenas mudanças de tom acabam criando identidades diferentes para a marca.

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Tons muito claros ou saturados podem até chamar a atenção logo de cara, mas muitas vezes acabam conservando uma ideia mais juvenil, como se pertencessem a uma história em quadrinhos. Pode até ser que funcionem em marcas que vendem brinquedos, mas certamente não eram a melhor escolha para a LawnPure.

Por outro lado, os tons de verde mais escuros não conseguiam transmitir a ideia de uma iniciativa ecologicamente sustentável (ainda mais quando utilizados em conjunto com outras cores, como marrom, laranja e bordô).

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Experimente diferentes combinações de cor para verificar como elas podem alterar a identidade do logo.

Olhando as combinações acima, sentimos que o logotipo ainda não estava pronto: a paleta de cores lembrava mais uma camuflagem militar, e não uma iniciativa preocupada com o bem-estar das crianças e com o meio-ambiente. A paleta de cores poderia até funcionar para uma marca que vende equipamentos de caça ou de acampamento, mas certamente não seria a melhor escolha para uma marca como a LawnPure.

Quando escolhemos a cor verde, achamos que o trabalho estava feito; só que, na verdade, ele tinha apenas começado. Depois de horas ajustando tons e testando ideias, parecia que estávamos andando em círculos.

Existem muitos tons de verde... Mas qual é o verde da LawnPure?

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Depois de muita procura, enfim encontramos a resposta.

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O verde da LawnPure (hex code #00b151) é um tom mais suave de verde, que não é nem muito saturado e nem muito escuro. Ele tem uma pitada de azul dentro da mistura que sequer é percebida pelo olho humano, mas que ajuda a evocar ideias de um céu azul e uma tarde ensolarada no jardim. Pronto: a partir de agora, esse verde representaria a LawnPure.

Decidida a cor, estava na hora de tentar combiná-la com outros tons para criar um logotipo mais atraente. O nosso verde combinou bem com tons mais fortes de rosa e laranja, potencializando aquela qualidade de verão que mencionamos anteriormente. O problema é que a combinação mais parecia representar uma marca de sucos ou bebidas refrescantes, e não a LawnPure.

A imagem do jardim começou a aparecer quando misturamos o verde com tons de azul claro e areia; mas agora o problema era que parecia artificial demais. Quem sabe não seria a combinação perfeita para uma loja de artigos de golfe?

Tentamos também o marrom, que parecia a escolha mais óbvia dada a ligação imediata entre a cor e o solo que recebe o jardim. Mas, de todas, essa combinação foi a que menos agradou: os marrons mais escuros não aceitaram bem o nosso verde, enquanto os marrons de tom mais claro pareciam passar a ideia de um solo seco, impróprio para florescer.

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No final das contas, decidimos esperar mais um pouco até decidir a segunda cor a ser utilizada. Isso não quer dizer que decidimos eliminar a possibilidade de uma segunda cor no logotipo, mas sim que independentemente da cor selecionada, ela teria uma participação mínima.

Com a cor principal escolhida, passamos para a próxima etapa.

4. Escolher o estilo dos caracteres

É verdade que um logotipo dificilmente vai usar muitas palavras por escrito. No entanto, o estilo dos caracteres que eventualmente serão utilizados deverá ser reproduzido também no site da loja, nos e-mails da marca e em inúmeros outros materiais que serão criados.

Para manter uma consistência entre marca e logotipo, é importante definir desde cedo o estilo desses caracteres (mesmo que o seu logotipo seja composto unicamente por imagens).

Typeface ou fonte?

Os termos “typeface” (que significa o estilo dos caracteres, ou “tipo gráfico”) e “fonte” são utilizados de maneira intercambiável em inúmeros contextos, como se fossem sinônimos. Na verdade, o typeface é um conjunto específico de símbolos e caracteres tipográficos que pode ser dividido em subconjuntos como itálico e negrito. Cada um desses subconjuntos é uma fonte.

Quatro tipos de typeface e quando utilizá-los

Existem diversas formas de categorizar fontes e typefaces: por estilo, por raiz histórica... E o mais comum, que divide as fontes em quatro estilos básicos.

Serif 

Apesar de estarmos acostumados com a versão em inglês da palavra, “serif” é traduzido como “serifa”, e simboliza um pequeno traço ou linha que é formado ao final de um traço maior em uma letra ou caractere. A serifa é um dos estilos mais antigos de caracteres, e suas origens estão no traçado utilizado no alfabeto latino.

  • Principais características: as serifas costumam ser associadas à história, tradição e antiguidade. Por isso mesmo, são utilizadas para evocar ideias de riqueza, elegância e autoridade.
  • Quando e como utilizar: as fontes serifadas são esteticamente agradáveis e podem ser usadas em textos impressos, como jornais, livros e revistas. Muitas marcas de luxo também utilizam a serifa como forma de marcar a elegância e a exclusividade da loja.
  • Dicas para o brandingserifas antigas têm um ar mais clássico, enquanto serifas mais puxadas para o negrito aparentam ser mais contemporâneas, inovadoras e criativas.

Sans serif 

Também conhecido como “gothic”, o estilo sem serifa apresenta linhas mais finas e costuma ser utilizado em textos que serão exibidos em telas de computadores e outros ambientes iluminados. O estilo também é utilizado na mídia impressa, sobretudo em manchetes e outras informações em posição de destaque.

  • Principais características: fontes sem serifa costumam ser associadas a ideias de simplicidade, modernidade e minimalismo. Elas funcionam muito bem em espaços negativos ou com tons escuros, pois criam uma sensação de refinamento e sensibilidade.
  • Quando e como utilizar: as fontes sem serifa são extremamente versáteis, e podem ser utilizadas em textos de marketing e anúncios de alta visibilidade. Se a ideia é passar um ar de simplicidade e elegância, uma fonte sem serifa certamente será uma boa opção.
  • Dicas para o brandingo estilo sem serifa lê melhor na tela do que no modo impresso, e por isso mesmo é mais comumente utilizado em sites do que em jornais e revistas de papel. Além disso, é um estilo que evoca ideias de inovação e modernidade. 

Script 

O estilo “script” é fortemente inspirado pelas formas de caligrafia, e por isso mesmo costuma ser mais fluido do que os estilos serif e sans serif. Extremamente versátil, o script funciona bem em materiais de marcas tradicionais e na identidade de marcas mais descoladas.

  • Principais características: por ter uma forte ligação com a caligrafia, o script tende a “humanizar” o texto. Como são fontes com forte personalidade, também podem definir o tom da mensagem que você está querendo criar.
  • Quando e como utilizar: com muito cuidado. As fontes do estilo script não funcionam bem em textos muito longos, pois acabam afetando a legibilidade do conteúdo. Contudo, elas podem ser usadas em conjunto com fontes serif e sans serif, como forma de destacar ou dar ênfase a um determinado elemento.
  • Dicas para o brandingfontes num estilo mais formal de script costumam transmitir ideias de luxo, romance e paixão. As fontes mais informais, no entanto, são excelentes para passar uma ideia de algo mais cult e descolado. Qualquer que seja o estilo, o script é um excelente recurso para destacar palavras ou frases curtas.

Fontes decorativas

É difícil classificar as fontes decorativas, sobretudo porque a principal característica é o fato de que são fontes que abandonaram as convenções tipográficas. Embora possam ser utilizadas para transmitir ideias e sensações das mais variadas, elas geralmente são usadas com objetivos bem específicos.

  • Principais características: apesar de terem estilos bem diversos, as fontes decorativas não apresentam boa legibilidade, o que faz delas uma péssima opção para textos muito longos. Mesmo num título ou cabeçalho, é bom tomar cuidado: se utilizadas em excesso, as fontes decorativas podem acabar dando um ar meio brega ao produto final. Essas fontes são feitas com base em tendências passageiras, e por isso mesmo podem acabar ficando ultrapassadas em pouco tempo.
  • Quando e como utilizar: é sempre bom evitar o uso excessivo de fontes decorativas. Pode ser uma boa ideia incorporar e adaptar um tipo de caractere ou fonte ao logotipo da marca, mas antes de fazer isso vale a pena conferir os direitos autorais e de reprodução em vigor na área de tipografia.
  • Dicas para o branding: por serem tão diferentes tanto em estilo como em forma de utilização, é impossível delimitar os melhores contextos de utilização dessas fontes. O que podemos afirmar é que elas são amplamente utilizadas em logotipos, e que é comum uma marca encomendar a criação de tipos gráficos exclusivos. Além disso, tipos gráficos sem caracteres (como os emojis) também são utilizados com sucesso por marcas que querem atingir um mercado mais jovem.
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    Este anúncio do McDonald’s, por exemplo, é todo em emojis. 

    O que o estilo gráfico diz sobre a minha loja?

    Assim como acontece com as cores, o typeface escolhido por uma marca pode comunicar mensagens diferentes para o público-alvo. Como mencionamos anteriormente, não há problema nenhum em misturar duas ou mais fontes à identidade visual da marca, contanto que exista uma certa consistência no processo. Se você ficar continuamente trocando de fontes em comunicados oficiais e outros espaços de alta visibilidade da loja, vai acabar criando uma marca indecisa, e marcas indecisas geram clientes desconfiados.

    Se você já escolheu o typeface que deseja implementar na loja, certifique-se de definir também a forma de utilização de cada uma das fontes presentes nesse conjunto gráfico. A consistência, afinal, é o segredo para o sucesso.

    Assim como a busca pelo logotipo ideal, a busca pela fonte ideal não é linear e tampouco é um processo simples. Mesmo que você ainda não tenha encontrado a fonte que deseja utilizar na loja, é possível reduzir o número de opções utilizando como parâmetros alguns fatores essenciais para a identidade da marca.

    A identidade da marca, afinal, é o fator mais importante da equação, e diferentes atributos das fontes podem evocar qualidades diferentes:

    1. Linhas: finas ou espessas 

    Fontes negritadas e espessas costumam evocar ideias de estabilidade e autoridade, enquanto fontes com linhas mais finas são comumente associadas a temas como elegância e progresso. 

    2. Estresse: diagonal ou vertical

    O “estresse” de uma fonte não é o estresse que nós sentimos, mas, sim, o ângulo de inclinação das partes mais finas do traçado. Isso significa que textos em itálico e fontes do estilo script pertencem a um eixo diagonal, enquanto textos que usam fontes tradicionais estariam em um eixo vertical. Fontes alinhadas ao eixo diagonal, vale destacar, costumam ser mais casuais e convidativas, enquanto o eixo vertical apresenta fontes mais formais. 

    3. Contraste: alto ou baixo

    No mundo da tipografia, o “contraste” descreve a diferença de peso entre os traçados das letras. Typefaces de baixo contraste são mais legíveis, mas menos formais do que estilos com um contraste mais alto. Typefaces de alto contraste, aliás, costumam transmitir uma ideia de modernidade e autoridade, como no segundo grupo da imagem abaixo.

    4. Identidade: formal ou informal, clássico ou moderno, explosivo ou tranquilo

    A “identidade” de um typeface não é tão aparente quanto parece. Se, por um lado, as fontes serifadas e aquelas do estilo script são mais formais e clássicas, elas podem ser igualmente formais ou informais: tudo vai depender do contexto.

    O mesmo acontece com as fontes sem serifa mais modernas, que funcionam bem tanto em contextos formais como em situações informais. As fontes decorativas, por exemplo, podem ser utilizadas em inúmeras situações diferentes, mas geralmente são mais explosivas.

    Para determinar a identidade da sua marca, você precisa primeiro delimitar as qualidades que deseja transmitir. A fonte escolhida será um agente importante desse processo. 

    5. Fazer (muitos) rascunhos e esboços

    No processo de criação da LawnPure, decidimos iniciar o brainstorming da fonte de maneira paralela à criação do logotipo, para que fosse possível unificar os dois lá na frente sem grandes conflitos.

    Como a nossa marca é movida por ideias de inovação e modernidade, logo decidimos que fontes com um ar mais clássico não funcionariam muito bem. O mesmo aconteceu com as fontes mais explosivas, pois a LawnPure está associada a um jardim tranquilo numa tarde agradável de verão.

    Foi com essa última imagem na cabeça que começamos a testar algumas fontes mais calmas e modernas: 

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    Assim como aconteceu no processo de criação do logotipo, o nosso primeiro movimento foi tentar imitar a aparência e a textura da grama. A ideia era algo que parecesse vivo e saudável, e todos os typefaces com serifa pareciam “fixos” demais para o nosso gosto. Ainda que os estilos sem serifa gerassem bons resultados, nós ainda não estávamos satisfeitos. 

    lawnpure-typeface-tests-2

    Linhas mais finas pareciam mais informais do que as linhas mais espessas, e nós estávamos atrás de uma identidade menos formal. No entanto, as opções geradas não transmitiam a ideia de exclusividade e inovação, tão importante para a marca da LawnPure. Linhas muito espessas, por outro lado, eram muito explosivas: nós precisávamos de algo que estivesse entre essas duas opções.

    Também testamos algumas fontes em script, que seriam utilizadas em situações de ênfase e destaque. A escolha parecia ideal, até porque o eixo de muitas dessas fontes evoca plantas e jardins em um dia de vento, uma imagem que combinava bem com a LawnPure. 

    lawnpure-typeface-test 3

    Os resultados foram interessantes, mas usado em exagero o script acabaria dando um ar muito retrô à marca. Foi então que tivemos a ideia de combinar fontes diferentes.

    Tentamos algumas vezes, mas não encontramos nada muito interessante.

    A nossa fonte em script favorita era a Southern Aire, pois de todas, ela era a que mais lembrava uma graminha num jardim. Por isso mesmo, tentamos misturá-la com uma outra fonte mais formal e sem serifa, para ver o que acontecia:

    lawnpure script test

    Foi aqui que encontramos um novo problema.

    Quanto mais modificávamos a fonte em script para que ela se assemelhasse à grama, menor era a legibilidade das palavras; quanto maior a legibilidade, menor era a semelhança entre a fonte e a grama do jardim. Nós estávamos tentando combinar duas fontes que simplesmente não funcionavam juntas.

    Decidimos abandonar a fonte em script. Porém, mesmo tendo terminado em um descarte, essa etapa foi essencial no processo de criação do nosso logo.

    Pode parecer uma experiência frustrante, mas, na verdade, é algo que faz parte do criar um logotipo do zero: é inevitável que você se depare com situações como essa, pois o processo de criação é feito de tentativas e erros. Você pode passar uma tarde inteira testando possibilidades só para não ter nada de concreto no dia seguinte (a não ser a certeza de que agora você já eliminou algumas ideias).

    Por fim, encontramos a fonte ideal: Rhino Sans.

    lawn-pure-rhino-sans

    É uma fonte formal, mas não tão formal assim. Ela passa uma ideia de tranquilidade, modernidade e tem uma identidade visual bem atraente. Apesar de atrapalhar a legibilidade do texto se utilizada em excesso, nós decidimos que ela seria utilizada apenas em espaços restritos, e sempre com o logo.

    Mas ainda tínhamos um problema: a letra “W”, que parecia exageradamente maior do que as outras letras dentro da fonte. Decidimos retomar a ideia de uma fonte script, para manter a imagem do gramado: 

    lawnpure-script-tests

    Só que... Encontramos outro problema. Não dava para fazer o “W” parecer uma grama sem afetar a legibilidade do logo. E se você está achando que resolvemos isso rápido, se enganou! Nós gastamos algumas boas horas tentando encontrar uma solução!

    Quando percebemos que não daria para usar aquela fonte, começamos a experimentar outras fontes no estilo script: alteramos as dimensões dos caracteres, ajustamos linhas e ângulos individuais, tentamos até fazer um esboço manual para servir de base, mas nada disso adiantou. 

    lawnpure-adjustments

    Foi então que decidimos criar o nosso próprio “W” no Photoshop. Era a única forma de garantir que ele ficaria do jeito que a gente queria sem afetar a legibilidade do logo. 

    pen-tool-sketch

    6. Pedir feedback

    O processo criativo é algo bem subjetivo, então não precisa se ater a todos os nossos passos quando chegar a hora de criar o seu logo. A única coisa que queremos destacar é que a criação de logotipos envolve um longo processo de tentativa e erro. Se as coisas não funcionarem logo de cara, tenha calma: uma hora tudo se ajeita.

    Se você chegar numa fase que já não consegue mais diferenciar entre modelos ruins e bons logotipos, pode ter certeza de que está na hora de pedir feedback.

    O feedback é um elemento extremamente importante para o processo criativo, pois funciona como uma etapa de “teste” daquilo que vem sendo desenvolvido.

    Por mais que seja possível pedir feedback para praticamente qualquer pessoa que você conheça, tente escolher pessoas com opiniões variadas e que, de preferência, compartilhem dos dados demográficos do seu público-alvo.

    O segredo para receber um bom feedback é fazer perguntas específicas sobre o logotipo: se ele influencia a forma como essa pessoa entende a marca, o tipo de imagem que ele traz à mente e por aí vai. Não adianta muita coisa saber se o seu logotipo é “bom” ou “ruim”.

    Abaixo, algumas perguntas que você pode utilizar no processo:

    • Qual é a primeira coisa que chama a sua atenção no logotipo?
    • Como você descreveria a marca que ele representa?
    • Qual elemento do logotipo foi o mais memorável?
    • Você ficou confuso com ou não entendeu alguma parte do­­ conceito?
    • Se você pudesse remover ou alterar alguma coisa no design, o que seria?

    Para evitar respostas evasivas, passe longe de perguntas como “Você compraria esse produto?” e “Você acha essa marca interessante?”. Quanto mais específica for a pergunta, mais detalhada será a resposta (e, portanto, mais útil para o seu processo criativo).

    Depois de muito batalhar para construir o “W” da LawnPure, nós enfim tínhamos um design razoável para passar pelo feedback:

      lawnpure-logo-design-feedback

      7. Otimizar e refinar

      Os ajustes meticulosos e milimétricos que fazem parte do processo de criar logo podem acabar alterando a sua percepção do produto final, fazendo com que você se esqueça mesmo dos motivos que o levaram a escolher aquele design.

      A fase de feedback, no entanto, é o momento que vai reforçar os pontos positivos do seu logotipo: é bem provável que você acabe percebendo a necessidade de pequenos ajustes para ressaltar um ou outro aspecto importante, ou então receba feedbacks elogiando uma qualidade que você sequer tinha notado no desenho.

      Na nossa etapa de feedback, por exemplo, recebemos vários comentários dizendo que o “W” até podia ter cara de grama, mas certamente não tinha cara de “W”. Pois é: ficamos tão concentrados em traduzir a imagem da grama que acabamos esquecendo de conferir se a letra ainda estava lá, e muita gente achou que a marca na verdade se chamava “LallnPure”.

      O segundo feedback que recebemos tratava do “e” ao final do logo, que parecia estar bem mais distante do resto da palavra. Isso aconteceu porque alteramos de maneira significativa as dimensões e o tamanho das letras, mas mantivemos o espaçamento padrão da fonte.

       

      lawn-pure-logo-kerning

      Depois de implementar as sugestões, o nosso logotipo enfim estava pronto:LawnPure Logo final

      Qual é o valor médio de um logotipo?

      Agora que já discutimos todo o processo de criação de logotipo, está na hora de lidarmos com uma pergunta bem comum: é melhor criar um logotipo você mesmo ou contratar um designer para fazer isso?

      Criar um logotipo exclusivo, simples e cativante não é uma tarefa simples. Por isso mesmo, a nossa sugestão é recorrer aos especialistas e deixar que eles cuidem disso para você.

      Mas... Qual é o valor médio de um logotipo? Ou melhor, quanto esse processo deve custar?

      A resposta é: depende.

      Tudo vai depender da experiência do profissional e do tipo de serviço que você está buscando. Não à toa, um logotipo pode ser incrivelmente caro, baratíssimo ou pode até sair de graça. Vale destacar, no entanto, que a qualidade subjetiva do processo de criação de logos pode acabar fazendo com que o resultado final seja bem diferente daquele que você estava esperando.

      Além disso, pagar muito dinheiro por um logotipo não necessariamente implica um bom resultado final. O pessoal que estava por trás da identidade visual das Olimpíadas de Londres, em 2012, certamente aprendeu isso da pior maneira.

      london-olympics-logo-controversy

      É melhor contratar um designer?

      Se você está considerando a possibilidade de contratar um designer, recomendamos levar em conta as quatro perguntas abaixo:

      Eu tenho orçamento para isso? Se você decidir usar uma ferramenta que permite criar logotipos on-line, a resposta provavelmente vai ser “sim”, já que muitas ferramentas são gratuitas. A coisa muda de figura se você decidir contratar um designer, e aí tudo vai depender do valor cobrado por cada profissional.

      Posso me dar ao luxo de investir em um logotipo só para descartá-lo quando o projeto ficar pronto? É bom ter em mente que, ao contratar um designer, você está pagando pelo tempo de trabalho daquele profissional e não pelo logotipo. Como sempre, existe a possibilidade de que o produto final não esteja de acordo com as suas expectativas. Muitos designers e agências costumam trabalhar com uma taxa fixa, que determina um pagamento mesmo que o produto acabe sendo descartado.

      Tenho tempo para me dedicar a esse projeto? Projetar um logotipo não é ficar esperando a inspiração aparecer, colocar algo no papel e voilà. O processo de criação é um de natureza colaborativa, e muitos designers costumam apresentar vários rascunhos e ideias ao longo do processo para garantir que o cliente esteja satisfeito.

      Eu tenho um bom olho para a parte de design? Não é fácil criar um logotipo; se fosse, você não estaria considerando a possibilidade de contratar um profissional. Talvez você tenha talento para expressar os valores da sua marca em palavras, mas não em imagens. Os designers, no entanto, são especialistas em transformar essas palavras em imagens.

      Contratar um designer profissional

      Decidiu contratar um profissional? Ótimo!

      A internet está cheia de plataformas que podem facilitar a sua busca:

      1. Shopify Experts: se você está buscando um designer especializado em e-commerce, que tal dar uma olhadinha no Shopify Experts? Você pode filtrar os resultados de acordo com a faixa de preço e, para simplificar o processo de comunicação, por idiomas falados.
      2. Upwork: o Upwork é uma plataforma global, que conecta freelancers e empresas de todos os cantos do mundo. Com um chat ao vivo e recursos compartilhados, é possível acompanhar o processo de criação e conversar com o designer de forma mais ágil e prática.
      3. Freelancer: o Freelancer permite que os profissionais interessados se candidatem à vaga ou trabalho postado, dando a você uma chance de avaliar os currículos e tomar uma decisão bem-informada.
      4. 99designs: o 99designs permite contratar profissionais ou então comprar modelos já prontos de logotipos, cartões de visita, templates de site, rótulos de produto e muito mais.
      5. Dribbble: o último da nossa lista é o Dribble, uma comunidade on-line de designers que também permite contratar profissionais. Se você está pensando em criar um logotipo sozinho, o site pode funcionar como uma excelente fonte de inspiração.

      dribble-screenshot

      Dicas importantes ao trabalhar com um designer

      Os benefícios de contratar um designer são muitos: além de ter um logotipo de qualidade profissional ao final da jornada, o processo colaborativo pode ser essencial para revitalizar a sua energia criativa e descartar ideias que não funcionariam no papel.

      Mas o simples fato de contratar um designer não garante um logotipo perfeito. É importante que você esteja ciente do que pode ser esperado dessa parceria e como ela geralmente funciona. Para tornar o processo mais simples, criamos uma pequena lista com algumas dicas:

      • Verifique as qualificações do profissional e redobre a atenção. Ainda que a grande maioria dos profissionais cadastrados em plataformas de freelancers sejam artistas de talento, com uma excelente formação profissional, não podemos esquecer que sempre existe aquela ínfima parcela de pessoas que só está ali para poder roubar informações valiosas ou até mesmo dar um golpe. Por isso mesmo, é importante sempre verificar o perfil e o portfólio do freelancer, e dar uma conferida nos comentários e avaliações de outras pessoas que já trabalharam com ele. Além disso, mantenha todas as suas conversas iniciais via chat ou e-mail e jamais compartilhe dados de natureza sensível.
      • Compartilhe exemplos de logotipo e explique em detalhes o que você está buscando. Se você já tem uma ideia do tipo de estética que quer seguir, compartilhe alguns exemplos com o designer. Dada a natureza visual do trabalho, quanto maior for o número de exemplos concretos, melhor.
      • Estipule um prazo razoável. É essencial que você saiba respeitar o processo criativo, e não se esqueça de que os rascunhos e as sessões de feedback fazem parte desse processo. Um prazo muito curto só vai resultar em um produto final incompleto e insatisfatório.
      • Na hora do feedback, seja objetivo, conciso e honesto. Não há nada pior do que dizer que aquele rascunho está “bom” ou “ruim”, porque esses adjetivos não explicam o que está funcionando e o que precisa ser descartado naquela ideia. Também é importante evitar pedidos genéricos, como “Não dá para ser mais moderno?” ou “Eu queria algo que retratasse a essência da nossa marca”.
      • Deixe o designer fazer o trabalho dele. Um designer com um bom prazo nas mãos e diretrizes específicas para seguir está pronto para entregar um bom trabalho. Não se esqueça: ele é um profissional e sabe o que está fazendo. Você não precisa ficar no pé dele todos os dias, querendo saber do progresso do trabalho. Além de ser inconveniente, vai parecer que você não confia no trabalho da pessoa.
      • Ninguém trabalha de graça. Não peça por “pequenos ajustes” ou “outras amostras” de um trabalho se você não está disposto a pagar por isso. E não ofereça pagamentos que não valem nada, como “experiência” ou “chance de ampliar o portfólio”. Além de ser antiética e pouquíssimo profissional, é uma postura que afasta os bons profissionais.

        Criar um logotipo on-line

        Contratar um profissional dedicado ou mesmo um freelancer temporário pode não ser uma opção viável para lojistas e empreendedores que acabaram de abrir uma nova loja virtual.

        Se você está nesse grupo, só restam duas opções: criar você mesmo o seu próprio logotipo ou então recorrer às ferramentas on-line gratuitas para criar logos.

        As 5 melhores ferramentas para criar logo on-line

        Se você está sem dinheiro para investir num freelancer e não tem muito tempo para se dedicar ao trabalho criativo, uma ferramenta on-line vai ser a melhor opção.

        Por mais que existam centenas de geradores on-line de logotipo, é sempre bom redobrar a atenção: sites de má qualidade normalmente geram logotipos de má qualidade.

        Foi pensando nisso que separamos as cinco melhores ferramentas do mercado:

        1. Hatchful by Shopify: o Hatchful é o gerador de logotipos da Shopify, criado sob medida para o setor do e-commerce. Para utilizá-lo, você precisa primeiro responder algumas perguntas sobre a sua marca e sobre o seu nicho. Depois disso, o Hatchful vai selecionar alguns elementos e você poderá customizar fontes, cores, ícones e layouts. Infelizmente, a interface dele ainda não está disponível em português.

        hatchful-editor

        A grande vantagem do Hatchful é o fato de que todo o processo de criação leva em conta a presença da marca no e-commerce e os espaços no qual o logotipo será utilizado. A ferramenta também gera pacotes totalmente gratuitos com versões em alta resolução do logo, para que você possa utilizá-lo nas redes sociais, em e-mails, panfletos, cartões de visita e muito mais.

        2. Canva: o Canva possui uma série de ferramentas e recursos imperdíveis para quem quer criar uma boa presença on-line, e a melhor parte é que o gerador de logotipos é totalmente intuitivo, conta com inúmeras opções de design e está disponível em português! 

        3. LogoMakr: o LogoMakr está disponível apenas em inglês, mas é tão simples de usar que a barreira de idiomas provavelmente não será um problema. Com mais de um milhão de gráficos e imagens e um processo bem intuitivo de edição, esse gerador de logotipos não podia ficar de fora da nossa lista. 

        4. Ucraft: essencial para quem está querendo um design minimalista, o Ucraft trabalha com apenas três elementos (texto, ícones e formas). Pode parecer pouco, mas, muitas vezes, a simplicidade basta.

        5. MarkMaker: por último, o MarkMaker, uma ferramenta que, mesmo com opções bem limitadas de customização, ganhou fama por ser tão simples e intuitiva. O MarkMaker é ideal para quem nunca criou um logotipo na vida, pois gera inúmeras opções e vai selecionando novas sugestões com base nos resultados que você selecionar.

        Os cinco geradores de logotipos acima, é claro, têm os seus prós e contras. Por isso mesmo, a melhor coisa a fazer é conferir todos eles e ver com qual você se sente mais à vontade.

        A maior vantagem dessas ferramentas é a possibilidade de criar um logotipo em poucas horas. No entanto, como é um resultado montado a partir de um banco de dados público, há sempre o risco de encontrar uma outra marca com um logotipo bem similar ao seu.

        Para muitos empreendedores, essas ferramentas on-line simplesmente não funcionam, não só porque os resultados não são totalmente originais e exclusivos, mas também porque elas limitam o processo de criação com opções já pré-determinadas. E, como você já deve saber, o empreendedorismo costuma atrair pessoas que gostam de arregaçar as mangas, resolver problemas e comunicar ideias.

        Para essas pessoas, portanto, a oportunidade de poder construir um logotipo do zero é simplesmente boa demais para deixar passar.

        logo-design-photo
        Foto de Sarah Pflug para o Burst
         

        Criação de logotipos: como evitar os erros mais comuns

        Uma coisa é certa: não se deve subestimar a importância de um bom logotipo.

        Ainda que não exista uma receita de bolo para criar um logotipo (até porque o processo é muito subjetivo e varia de pessoa para pessoa e de uma marca para outra), é possível evitar alguns dos erros mais comuns:

        VOCÊ PODE trabalhar com um esquema simples de cores. Além de serem mais maleáveis, logotipos monocromáticos são elegantes e minimalistas, e a melhor parte é que escolher uma só cor vai ser bem menos estressante do que escolher várias.

        NO ENTANTO, EVITE trabalhar com designs muito complicados, com muitos ícones diferentes e muita informação visual. Muitas vezes, menos é mais: lembre-se da icônica maçã da Apple.

        VOCÊ PODE criar algumas variações de uma mesma ideia, ajustando os tamanhos e as proporções do logo. O produto final será utilizado das mais diversas formas e nos mais variados espaços, então é importante considerar isso já durante o processo de criação para garantir a integridade e a consistência lá na frente.

        NO ENTANTO, EVITE criar variações muito distintas. Evite rearranjar demais os elementos principais e, claro, não altere o design.

        VOCÊ PODE explorar possibilidades e usar outras marcas como inspiração.

        NO ENTANTO, EVITE imitar os logos dessas marcas, pois isso é plágio e pode aniquilar as chances de sucesso da sua loja.

        VOCÊ PODE cultivar um ar mais moderno e atual, mesmo que a sua marca tenha uma identidade tradicional ou “clássica”. Não há nada de errado em adequar a marca aos tempos em que vivemos.

        NO ENTANTO, EVITE seguir tendências passageiras. Logotipos criados durante épocas muito associadas a uma cor ou uma estética rapidamente ficam datados e obsoletos.

        Por fim: crie o seu logotipo

        Marcas com uma forte presença no mundo dos negócios costumam ter logotipos que refletem essa identidade. Pode parecer assustador ter que definir a identidade da sua marca logo no início, mas é uma etapa importante e que não deve ser apressada.

        Por último, vale lembrar que é sempre importante priorizar a qualidade. O fato de que você ainda não tem um bom orçamento para a parte criativa da loja não é desculpa para sacrificar um elemento tão relevante como o logotipo da marca.

        Esperamos que este artigo possa auxiliá-lo no processo. Boa sorte!

        Ilustrações de Eugenia Mello


        Which method is right for you?Sobre a autora

        Carolina Walliter é escritora, tradutora, intérprete de conferências e editora-chefe do blog da Shopify em português do Brasil.

        Post original em inglês: Evan Ferguson

        Tradução e localização: Marcela Lanius

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